quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Precisamos qualificar a nossa mão de obra

O Brasil carece de uma atenção especial na qualificação de mão de obra. O problema deve ser observado com mais atenção principalmente porque teremos grandes eventos programados para os próximos anos, como Copa do Mundo e Olimpíadas. É preciso aproveitar as oportunidades que virão com a abertura de novos postos de trabalho, tanto em função dos investimentos em infraestrutura como no atendimento ao grande público que estará visitando o País.

As obras prioritárias para a realização dos jogos no Brasil incluem a rede hoteleira, aeroportuária, mobilidade urbana, saneamento, saúde, telecomunicações, segurança pública, estádios, entre outras. Sem dúvida, o País vai se transformar em um canteiro de obras, mas poderá enfrentar dificuldades em função da falta de qualificação dos trabalhadores, o que está se tornando é um gargalo para a competitividade.

São necessários mais recursos para a construção de centros de formação que atendam as demandas. O setor empresarial espera investimentos na ampliação da oferta de ensino, com aumento no número de vagas, e o aperfeiçoamento dos métodos implantados. A realidade é que estamos com dificuldades para preencher as vagas em aberto, e isso não é bom, pois queremos que a população tenha emprego e possa viver melhor a cada dia.

De acordo com estudo da Amcham, Câmara Americana do Comércio, 76% das companhias conduzem programa de treinamento interno, 60% subsidiam cursos externos para seus funcionários e 40% desenvolvem parcerias com instituições acadêmicas. Dentro dessa realidade está a Mabel, com a promoção de cursos de capacitação em vários setores.

A realidade em Goiás também nos preocupa muito. O Estado cresce acima da média nacional, o que requer ainda mais qualidade da mão de obra em função da competitividade do mercado. Em todos os segmentos da economia há uma defasagem nesse sentido, seja na indústria, agropecuária, serviços e comércio. Precisamos, às vezes, de recorrer a todo tipo de comunicação para ocupar as vagas abertas.

Emprego e renda têm sido minha preocupação, como empresário e homem público.  Há mais de 30 anos, quando iniciamos nossas atividades em Aparecida de Goiânia, um dos graves problemas no município era o desemprego. Famílias inteiras não tinham o que fazer. Por isso, viviam em situação deplorável. É preciso avançar, mas nada se compara com a realidade do passado.

Uma das medidas mais importantes foi a criação da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), em outubro de 1985. A partir daí, muitas empresas se instalaram no município, gerando emprego e renda para a população. Hoje o desemprego ainda incomoda, mas não é tão grande quanto no passado. Temos, agora, que avançar em outra direção: qualificar a nossa mão de obra para que Goiás e o Brasil possam aproveitar o crescimento da economia e fazer com que as pessoas tenham melhores perspectivas de vida.

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